A Companhia de Seguros Bonança foi fundada por José Diogo de Bastos em 1808, tendo a sua primeira apólice sido emitida a 30 de Setembro deste ano.
Nesta época, Portugal testemunhava um período económico e social muito difícil ? o Ultimato Napoleónico, o bloqueio dos portos, a retirada da Família Real e da Corte para o Brasil, a ocupação do país pelas tropas francesas, o desembarque do exército inglês ?, pelo que a denominação social de Companhia de Seguros Bonança reflectiu todo o movimento de regeneração que se seguiu e que traduzia o estado de alma colectiva "Depois da tempestade vem a Bonança".
José Diogo de Bastos dirigiu a Companhia até 1833, ano da sua morte. Sucedeu-lhe o seu sobrinho Jacinto Dias Damásio, empresário activo.
Em 1838, o Conde de Farrobo entrou para a Companhia e em 1844, juntamente com mais capitalistas, fundou a Companhia União Comercial. A fusão desta com a Bonança ocorre em 1855, dando origem à União Comercial & Bonança.
Em 1975, com a nacionalização do sector segurador, as diferentes companhias foram alvo de um processo de fusão de forma a alcançarem uma dimensão europeia. Em 1980, a fusão de quatro companhias ? Bonança, União, Ultramarina e Comércio e Indústria ? veio dar nova e reforçada dimensão ao nome Bonança.
Em 1990, quando os prémios de seguro directo totalizaram, pela primeira vez, 25.000.000 contos, a Bonança recuperou o seu estatuto de companhia privada, aprovado pelo Estado, e tornou-se na Companhia de Seguros Bonança, S.A..
Em 1995, a Companhia de Seguros Bonança integra o Grupo BCP / Atlântico, iniciando-se um processo de renovação e reposicionamento estratégico.
História da Império
A 30 Junho de 1871 nasce, em Lisboa, Alfredo da Silva, o maior industrial português de sempre. É como trabalhador estudante e empregado da Casa Burnay que frequenta, com sucesso, o Instituto Industrial e Comercial de Lisboa.
Terminado o curso, Alfredo da Silva entra para a Comissão Liquidatária do Banco Lusitano, conseguindo salvar, por inteiro, o capital dos credores. É chamado para a administração da Companhia Aliança Fabril, a qual é recuperada e fundida com a companhia União Fabril. Nasce assim a CUF, dedicada ao fabrico de sabões e velas e que, meio século depois, se tornará no maior grupo industrial português, alargando as suas actividades à construção naval, aos adubos, aos têxteis, aos ácidos e óleos alimentares.
Durante a 1ª guerra mundial, Alfredo da Silva não escapa aos perigos e dificuldades sentidos por todos, mas o seu sonho de produzir, em Portugal, o que Portugal importa não se dilui. Em 1919 é criada a Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes. Em 1921 arranca a exploração de oleaginosas na Guiné-Bissau e em 1925 é criada a Tabaqueira.
A 1 de Julho de 1942, em Lisboa, no nº 49 da Rua do Comércio, inicia a sua actividade a Companhia de Seguros Império, para dar cobertura aos maiores riscos do grupo CUF. Modesta no seu começo, é fruto de um logo caminho de produção, poupança e investimento.
Foi autorizada a instalar-se por Portaria de 16 de Abril de 1942, tendo-se constituído por escritura pública de 23 do mesmo mês. O seu primeiro Presidente do Conselho de Administração foi Manuel José de Mello, genro de Alfredo da Silva, o qual morreu em Sintra, no dia 22 de Agosto deste mesmo ano.
Em 1944, a sede da Companhia de Seguros Império muda para o Nº56 da Rua Garrett, o prédio do Café Chiado, o famoso Marrare.
Aos seguros marítimo, de acidentes pessoais e de incêndio, juntam-se, no ano seguinte, os seguros de automóveis, de cristais, de caçadores, de responsabilidade civil e os seguros de vida, dos quais se destaca o Seguro Popular de Vida, produto inovador de enorme sucesso que acabou por marcar a definitiva transição da Império de companhia cativa do grupo CUF para uma seguradora com características universais.
Em 1947, os prémios de seguro directo totalizavam 32 mil contos e em 1963 esse total ultrapassava já os 200 mil contos. Nesse ano, a Império aumentou o seu capital para 100 mil contos, criou a imagem do "Homem Império", um especialista em segurança e um amigo das famílias. Lançou campanhas de publicidade que criaram filas de horas de espera às portas das agências, formou e actualizou pessoal, no que aliás foi pioneira, e internacionalizou-se. Em 1971, foi a primeira seguradora portuguesa a ultrapassar a barreira de um milhão de contos em prémios.
Nacionalizada em 1975, a Companhia de Seguros Império absorveu a Sagres e a Universal. Em 1977 e em 1980 integrou a seguradora Alentejo e parte da Açoreana, tendo passado a Sociedade Anónima de Capitais Públicos em 1990.
Em 17 de Novembro de 1992, a Império é reprivatizada. Comemora os seus 50 anos e regressa, nesse dia, ao controlo do Grupo Mello.
A 11 de Janeiro de 2000, o Grupo José de Mello e o Banco Comercial Português estabeleceram um acordo de integração dos respectivos grupos financeiros. No dia 12 de Maio de 2000 é lançada pelo Banco Comercial Português, S.A. uma Oferta Pública Geral de Aquisição de Acções da Companhia de Seguros Império, S.A. passando a Companhia a fazer parte do Grupo Banco Comercial Português.
Império Bonança
Em 2000 é constituída a Império Bonança - Companhia de Seguros S.A., dando-se início a um processo de convergência: Uma Seguradora, Duas Marcas, Duas Redes, Uma Oferta parcialmente alinhada para Uma Marca, Uma Rede, Uma Oferta.
O dia 29 de Abril de 2002, marca a unificação da rede de balcões da Império Bonança e o lançamento da sua nova imagem. A Império Bonança integrou assim as suas estruturas, nomeadamente nas áreas de consolidação dos sistemas operativos, no alinhamento completo dos seus produtos e serviços, na reestruturação das suas redes comerciais e na consequente unificação da marca Império Bonança.
A nova marca incorpora a cultura e implantação de ambas as marcas e projecta uma imagem de solidez e dinamismo que traduz o forte empenho em posicionar a Império Bonança como uma companhia de seguros moderna e capaz de servir ainda melhor os seus mais de 1,5 milhões de clientes.
A 19 de Julho de 2004, o Banco Comercial Português S.A. chega a acordo com o Grupo Caixa Geral de Depósitos relativamente à alienação de 100% do capital social da Império Bonança - Companhia de Seguros, S.A., tendo as formalidades relativas à alienação sido concluídas no dia 28 de Janeiro de 2005.
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